Hoje é um dia para assinalarmos e refletirmos sobre as mulheres que sofrem, mundo afora, única e exclusivamente pelo fato de ser o que são: mulheres.
O salário das mulheres levará (se tudo ocorrer bem) mais de setenta anos para se equiparar ao dos homens. Um terço das mulheres sofre (ou sofreu) agressões dos seus companheiros. Mais da metade dos assassinatos de mulheres está vinculado a familiares.
Nossas atitudes, como membros de uma instituição que prima pela igualdade de gênero, passa não apenas por lutarmos pelo fim da violência contra a mulher, mas também por entendermos as suas reivindicações historicamente localizadas. Passa também por entendermos, de uma vez por todas, que o feminismo não é um machismo às avessas. Não são faces de uma mesma moeda. O feminismo que, como qualquer movimento social, não é homogêneo, alberga em si pluralidade e a busca pela igualdade entre homens e mulheres como cidadãos plenos e autônomos que devemos ser. Ninguém mais do que ninguém.
O dia de hoje serve para relembrarmos que muitas mulheres ainda precisam do nosso olhar, nossas palavras e de nossas ações de educadores e educadoras que somos.
Ainda há muito o que ser feito para atingirmos a plena igualdade entre homens e mulheres. O nosso papel será fundamental para isso.