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Representantes do IFC Luzerna participam da assembleia para fundação da Associação dos Produtores Artesanais de Salame e Embutidos do Vale do Rio do Peixe

terça-feira, 19 de julho de 2022

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é IMG-20220716-WA0025-1024x576.jpgNeste sábado, 16/07, produtores reunidos na Incubadora Tecnológica de Luzerna (ITL), antigo Seminário Franciscano, fundaram a Associação dos Produtores Artesanais de Salame e Embutidos do Vale do Rio do Peixe, associação com sede na Rua Vigário Frei João, nº 601, bairro São Francisco, em Luzerna.

O evento foi presidido pelo Professor Eduardo Butzen, diretor geral do Campus Luzerna, e contou, além dos diversos produtores de salame, com a presença dos professores do Instituto Federal Catarinense (IFC) Illyushin Zaak Saraiva e Silmei de Sant’Ana Petiz, coordenadores do Projeto de Indicação Geográfica “Salame do Rio do Peixe”.

Na oportunidade, foi aprovado o Estatuto da nova Associação, e eleita sua 1ª Diretoria, assim composta: Presidente: Lauri Pedro Schlindwein, de Luzerna; Vice-Presidente: Adelton Luiz Martini, de Herval d’Oeste; Diretor-Secretário: Mateus Parisenti, de Herval d’Oeste; Diretor-Tesoureiro, Eduardo Bochi, de Luzerna.

O secretário, Mateus Parisenti, esclareceu que a fundação “nasce como uma necessidade dos produtores da região, com vistas à colaboração entre os sócios, ao fomento das atividades relacionadas à produção de salame e embutidos, e para melhorar as condições de vida de seus integrantes, com ênfase na divulgação de conhecimentos relacionados a técnicas de produção de salame e embutidos, tão típicos da colonização italiana e alemã. Para isso, vamos buscar a associação a participação ativa de todos os produtores da região, pois só unidos é que teremos sucesso.”

Já o Sr. Lauri Schlindwein, presidente, afirmou que um dos objetivos fundamentais para os próximos 2 anos é “lutar para o reconhecimento do salame do Rio do Peixe como produto típico e característico da região, para que os produtores de hoje possam usufruir deste patrimônio cultural tão rico”.

O professor do IFC Silmei Petiz está em fase final de elaboração de um caderno técnico em que apresenta os resultados da sua pesquisa desenvolvida nos últimos 4 meses, onde encontrou evidências mais do que assertivas sobre a importância do salame e dos embutidos já nas décadas de 1920 e 1930, com a chegada dos primeiros colonos, uma época em que não havia eletricidade, quando a maneira mais segura para conservar a carne era a produção de salames.

Para Eduardo Butzen, diretor do IFC de Luzerna, a fundação da Associação representa mais um passo importante a caminho do desenvolvimento sustentável da região: “Assim como aconteceu com o queijo da Canastra em Minas Gerais, ou com o mel de Bracatinga na região de Lages, temos a certeza de que o reconhecimento do salame do Rio do Peixe vai representar uma grande valorização para o produto local, cuja qualidade é indubitável”, destacou.

Orgulhoso em ver a fundação da associação, o vereador Jackson Hoffelder, representando a Câmara Municipal afirmou que a Câmara estará atenta às necessidades dos membros da Associação, para que ela se estabeleça como referência na região.

Representando o Município de Luzerna, o administrador Itamar Tonetto, Diretor da Incubadora Tecnológica de Luzerna (ITL), informou do grande interesse do Prefeito Juliano Schneider pelo sucesso da Associação, que desde já pode contar com toda a assessoria da Secretaria de Agricultura da Prefeitura Municipal: “O Prefeito Juliano colocou a Administração Municipal à disposição da Associação, pois sabemos da importância econômica que esse produto tem para as famílias do interior, e esperamos que a iniciativa traga ainda mais riquezas para a nossa região”, concluiu.

Por fim, o Professor Illyushin Zaak, coordenador do projeto de indicação geográfica do salame do Rio do Peixe, informou da importância da Associação para fins de obtenção da marca coletiva junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): “Desde que aqui cheguei há 8 anos conheci a qualidade superior do Salame que é produzido pelos habitantes dessa região tão rica. Contudo, para que o INPI conceda uma marca de Indicação Geográfica como essa, é obrigatório que os produtores tenham uma Associação que os represente, o que agora finalmente foi concretizado”

CECOM com informações do prof. Illyushin Zaak


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